Fiães regressa aos triunfos no estádio do Mergulhão: “Fomos a melhor equipa em campo”

Fiães regressa aos triunfos no estádio do Mergulhão: “Fomos a melhor equipa em campo”

O Estádio do Mergulhão serviu de palco para o regresso às vitórias do Fiães, que triunfou perante o Cesarense pela margem mínima. O técnico fianense, Bruno Batista, afirma que a equipa tem qualidade para “levar o clube a lugar mais acima” na classificação. Do outro lado da margem, o timoneiro do Cesarense, Miguel Oliveira, critica a “dualidade de critérios” da equipa de arbitragem.

O Cesarense volta às quatro linhas já esta quarta-feira, para defrontar o S. Vicente de Pereira fora de portas. Já o Fiães recebe a Ovarense no próximo domingo, às 15h, no estádio do Bolhão.

Equipa tem “qualidade” para “levar o clube a lugares mais acima”

Na conquista dos três pontos, valeu o golo de Schuster, apontado aos 24 minutos, que permite ao Fiães subir ao oitavo lugar da classificação, ultrapassando o S. Vicente de Pereira, derrotado no sábado na visita à Ovarense. Aos microfones da Sintonia, timoneiro do Fiães, Bruno Batista, considera que a equipa entrou bem nas quatro linhas. “Acho que foi muito justo aquilo que aconteceu, porque fomos a melhor equipa em campo“, resume o timoneiro.

A vitória, afirma o técnico, dá ânimo ao plantel, que não vencia para o campeonato desde 28 de novembro. “Os três pontos são sempre importantes, quando se vem de resultados negativos e a troca de treinador acontece por isso, por os resultados não serem satisfatórios. Estes jogadores trabalharam muito, têm um grande empenho e uma grande qualidade e tenho a certeza que eles vão tirar o clube desta situação e levar o clube a lugares mais acima porque merecem e têm qualidade para isso“, destacou.

No comando técnico do Fiães desde 15 de dezembro, Bruno Batista considera que a equipa já joga à imagem do treinador. O timoneiro aponta, contudo, que a turma fianense demonstrou “dificuldades nos últimos 25 minutos da partida“, devido a infeções por Covid-19 no plantel. “Tivemos, a seguir ao jogo com o Paços de Brandão, uma semana em que não treinamos todos pela situação da Covid-19. Depois, na semana a seguir treinamos com 10, 11 jogadores, porque havia jogadores em confinamento e esta semana, só na quinta-feira é que o plantel esteve todo junto. Por isso, é normal que os índices físicos desses jogadores não estivessem tão bem e acabámos o jogo a sofrer um pouquinho com os jogadores muito desgastados“, rematou.

Bruno Batista, técnico do Fiães

“Houve uma dualidade de critérios que foi indescritível”

Na análise à partida, o técnico do Cesarense, Miguel Oliveira, critica decisões da equipa de arbitragem que, no seu entender, condicionaram a partida. “Houve aqui uma dualidade de critérios que foi indescritível, inconcebível, não consigo perceber qual foi o critério usado“, apontou o timoneiro, destacando “dois lances determinantes“. “Não estamos a falar só de faltinhas ou daqueles lances duvidosos no meio campo. Um golo que é validado ao Fiães e que é irregular e uma grande penalidade a nosso favor que ficou por marcar, são dois momentos decisivos para o desfecho do jogo“, realçou.

O técnico afirma, ainda, que o banco do Cesarense foi “várias vezes advertido“, ao contrário da turma visitante, e que ficaram por mostrar cartões amarelos ao adversário que resultariam na expulsão. “Não estivemos ao nosso nível, também por estas peripécias que foram acontecendo ao longo do jogo todo e que nos foi condicionando e tirando algum discernimento“, referiu. “Não percebi o que se passou aqui, mas que nos prejudicou, prejudicou“, evidenciou.

À semelhança do que tem acontecido em várias equipas da Elite, também o Cesarense foi fustigado, nas últimas semanas, com casos de Covid-19 no plantel. “Vínhamos a fazer uma boa série, estávamos bem no campeonato e esta paragem complicou-nos bastante. Neste mês quase de ausência de competição, tivemos de adiar dois jogos, em que tivemos muitas dificuldades em treinar por causa de jogadores que estavam lesionados ou em situação de isolamento. Tivemos um mês em que não conseguimos treinar normalmente, só quinta e sexta-feira é que conseguimos treinar com o grupo e preparar este jogo“, contextualizou. “Sabíamos de antemão que ia ser difícil, mas mesmo assim a resposta dos jogadores deixa-me orgulhoso. Com falta de treinos e mal fisicamente, acho que houve uma boa resposta da equipa, não foi por aí que perdemos o jogo, foi por outros fatores“, concluiu aos microfones da Sintonia.

Miguel Oliveira, técnico do Cesarense

Pode ainda ouvir o resumo do jogo entre Cesarense e Fiães, realizado pelo repórter da Sintonia, Bruno Godinho.

Comentário: Cesarense 0 – 1 Fiães

Foto: DR