Plogging Santa Maria da Feira desafia a comunidade a limpar o Caminho de Santiago

Plogging Santa Maria da Feira desafia a comunidade a limpar o Caminho de Santiago

Céu Mota, Cláudia Moreira e Cristiana Santos nos estúdios da Sintonia

Cláudia Moreira, Cristiana Santos e Céu Mota, três ploggers nos estúdios da Sintonia explicam como é começaram a fazer plogging – caminhadas contra o lixo e a favor de um planeta sustentável. Céu Mota inspirou um movimento em Santa Maria da Feira que tem crescido nos últimos meses. Recentemente, o grupo tem promovido várias ações de plogging em Santa Maria da Feira com o objetivo de limpar as seis localidades por onde passa o Caminho de Santiago.

Para Céu Mota, residente em S. Miguel do Souto, o plogging surgiu quando começou a realizar caminhadas pela freguesia. Foi-se apercebendo do lixo que encontrava nos caminhos e ruas por onde passava e isso incomodou-a. Não quis ficar de braços cruzados e, por isso, começou a levar sacos de lixo nessas caminhadas e a recolher o que encontrava pelo caminho.

O plogging tornou-se um hábito, um vício saudável que alia a atividade física a um gesto que ajuda a construir um planeta mais limpo e sustentável. Em casa, pesquisou na internet e descobriu que havia um nome para essa atividade: plogging. Decidiu criar um grupo em Santa Maria da Feira e convidou amigos que achava que teriam o mesmo interesse que ela. O círculo foi crescendo e hoje são mais de 300 os membros que estão neste grupo.

Céu Mota começou a organizar algumas iniciativas pelas freguesias do concelho e a prática de fazer plogging tem inspirado outras pessoas a fazerem o mesmo, como é o caso de Cláudia Moreira e Cristiana Fernandes.

Recentemente, o movimento decidiu limpar as seis localidades de Santa Maria da Feira por onde passa o Caminho de Santiago. “Estamos a fazer por etapas, já fizemos em Arrifana e Escapães e o objetivo é ir às restantes localidades. É um caminho muito simbólico e que está na moda, há muita gente a fazê-lo. O lixo incomoda e fazia sentido caminhar sem encontrar lixo no chão“, explica Céu Mota.

Ao todo, os ploggers propõe-se a limpar uma extensão de cerca de 17 quilómetros. Arrifana e Escapães já acolheram a iniciativa e no próximo domingo, às 10h, é a vez das freguesias de Pigeiros e S. João de Ver. No fim de semana seguinte, Lourosa e Fiães serão o palco de uma ação de plogging e, a 5 de dezembro, será Mozelos o alvo da iniciativa. A última etapa cumpre-se em Nogueira da Regedoura, a 12 de dezembro.

O objetivo, diz Céu Mota, é não ficar por aqui. A plogger sonha, em abril do próximo ano, realizar um ‘Plogging Challenge’ e desafiar os portugueses “a limpar o Caminho de Santiago a nível nacional“, acreditando que a iniciativa, associada a um tema, mobilizará mais pessoas.

O Plogging, destaca Céu Mota, pode ser feito a qualquer altura e não precisa de ser uma atividade organizada. Quando sair para uma caminhada, basta levar um saco do lixo, luvas, roupa confortável e a vontade de fazer exercício físico, ao mesmo tempo em que ajuda a limpar o planeta. “Acho que muitas vezes desvalorizamos aquilo que somos e as ações que fazemos. Acho que temos de acreditar que o que fazemos, por muito pequeno que possa parecer, contribui para algo positivo”, destaca Céu Mota nos estúdios da Sintonia.

Ouça a entrevista nos estúdios da Sintonia.