Rio Meão faz acontecer e permanecer: da História ao legado cultural que marca 2026

Entre sessões de literacia histórica, um encontro diocesano com cerca de 300 catequistas e a produção em curso de um livro e de um documentário, a freguesia reafirma-se como um polo de dinamismo cultural, conhecimento e preservação da identidade.
A cultura em Rio Meão mede-se tanto nos palcos como nos bastidores. Integrado na programação da Capital Concelhia da Cultura 2026, o projeto M.A.L.T.A. – Memória, Ação, Legado, Território e Arte voltou a marcar a agenda entre os dias 19 e 25 de outubro, provando que a dinamização de uma comunidade vai muito além da realização de eventos pontuais.
No dia 22 de outubro, a Cripta da Igreja Nova de Rio Meão acolheu mais uma sessão do ciclo Literacias, desta vez dedicada à Literacia Histórica. O momento de partilha e reflexão contou com os contributos de José Carlos Amorim, Maria Magdalena Couceiro e Carlos Reis, promovendo o pensamento crítico e a valorização das raízes locais.
Para a organização, conhecer a História assume um papel crucial num projeto que tem na memória e no legado os seus principais pilares, ajudando a formar cidadãos mais conscientes da sua identidade.
Encontro concelhio mobilizou cerca de 300 catequistas

Ainda no dia 22 de outubro, o mesmo espaço recebeu uma iniciativa de forte dimensão concelhia promovida pela Vigararia de Santa Maria da Feira. Sob o tema “Espiritualidade e Literacia Emocional”, a sessão foi dinamizada por Fátima Sousa e juntou cerca de 300 catequistas, num encontro focado na dimensão emocional e espiritual das relações humanas.
O evento contou com a coordenação do Vigário José Carlos e o envolvimento local da Paróquia de Rio Meão e Paços de Brandão, através do Padre Orlando Cardoso, sublinhando a capacidade da freguesia em acolher e mobilizar públicos de todo o concelho.
Nos bastidores: a construção de um legado duradouro
Enquanto a programação cultural decorre, o trabalho mais silencioso e duradouro de M.A.L.T.A. avança a passos firmes. Estão em curso entrevistas, recolhas de testemunhos e produções audiovisuais com o objetivo de lançar um livro e um documentário sobre Rio Meão.
Liderado por Patrícia Freire e Inês Castro, em parceria com Isabel Silva e Ana Toscano, este projeto multidisciplinar ambiciona transformar a programação de 2026 num património consultável para as gerações futuras. “M.A.L.T.A. nunca foi pensado apenas como um calendário de eventos. Os espetáculos terminam, mas aquilo que conseguirmos preservar poderá continuar a contar a história de Rio Meão durante muitos anos”, destaca Filipe Dias, presidente da Junta de Freguesia de Rio Meão.









