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Sexta-feira, Outubro 30, 2026
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Da memória da diáspora ao horror como resistência: Tomás Custódio Félix e Be Dias estreiam-se no Imaginarius 2027

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Os artistas vencedores da convocatória de Apoio à Criação do Imaginarius já estão a afinar os seus projetos em residência artística em Santa Maria da Feira. As estreias estão marcadas para a próxima edição do festival, de 20 a 22 de maio.

A edição de 2027 do festival já se prepara no Imaginarius Centro de Criação (ICC). Tomás Custódio Félix e Be Dias, os criadores selecionados na edição de 2027 do programa de Apoio à Criação do festival feirense, encontram-se a dar forma aos espetáculos que vão estrear em maio, no maior festival de artes performativas em espaço público do país.

Escolhidos de entre um universo de 67 candidaturas, os dois artistas viram os seus projetos merecer a unanimidade do júri — que pesou critérios como o risco artístico, a inovação e o potencial de desenvolvimento. Além de uma bolsa monetária, a vitória garante-lhes apoio técnico, de produção, residências artísticas e a circulação garantida tanto no Imaginarius como no festival Serralves em Festa.

Com o projeto “A Bagagem”, vencedor da Linha 1 – Emergência Artística (apoiado com seis mil euros), Tomás Custódio Félix já cumpre residência artística no ICC desde o passado dia 20 de outubro. A criação performativa parte das memórias da diáspora portuguesa para cruzar identidade, pertença e transmissão geracional. Através de uma instalação documental, testemunhos reais e uma performance participativa, o público será convidado a explorar um “arquivo vivo” que se transformará a cada apresentação, integrando as histórias das comunidades locais.

A partir de 16 de novembro, será a vez de Be Dias ocupar o ICC para desenvolver “Pele Nova Carne Viva” (projeto vencedor da Linha 2 – Desenvolvimento de Carreiras, apoiado com 10 mil euros). Esta experiência performativa e imersiva promete conduzir o público por uma travessia sensorial que mexe com a perceção do espaço, culminando num encontro com uma figura transumana. A proposta artística subverte o género do horror, transformando-o num território de resistência, emancipação e renascimento.

Um trampolim para os artistas e para o espaço público

Esta medida de incentivo municipal, que atribuiu ainda um apoio extra de mil e quinhentos euros a cada projeto para circulação em Serralves, reforça a aposta de Santa Maria da Feira na criação contemporânea em espaço público.

Para lá da estreia, em maio do próximo ano, os criadores beneficiam de um acompanhamento estruturado que inclui mentorias e a participação direta no Imaginarius PRO, a montra profissional do festival que abre portas à internacionalização e circulação futura das obras além-fronteiras.

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