Castro de Romariz convida a uma viagem no tempo em setembro

Entre vestígios com mais de dois mil anos, recriações históricas e música ancestral, o Castro de Romariz será palco de dois dias de programação para dar vida à história e revelar as comunidades que marcaram este território.
O Castro de Romariz vai transformar-se, em setembro, num palco de viagem ao passado. Nos dias 19 e 20, o projeto “Castro de Romariz: As Origens” propõe dois dias de programação dedicados à história, à arqueologia e ao património de um dos mais importantes sítios arqueológicos de Santa Maria da Feira.
Localizado em Romariz, o castro é considerado uma das estações arqueológicas mais expressivas da região de Entre Douro e Vouga. Trata-se de um povoado fortificado com origem no século V a.C., que manteve diferentes fases de ocupação até ao século I d.C.
As escavações arqueológicas permitiram identificar vestígios das ocupações proto-histórica e romana e revelaram um espólio particularmente rico, com cerâmicas, vidros, metais, moedas e epígrafes.
Entre os achados destaca-se um conjunto diversificado de cerâmica indígena, púnica, grega e romana, além de dois tesouros monetários. Vestígios que ajudam a perceber não só o quotidiano das comunidades que ali viveram, mas também os intercâmbios comerciais e culturais que ligavam o povoado a outros territórios.
É precisamente esta riqueza histórica que o projeto “Castro de Romariz: As Origens” pretende dar a conhecer, através de uma programação que cruza arqueologia, história e artes performativas.
Durante dois dias, o público poderá assistir a recriações históricas, ouvir músicas ancestrais, participar em conferências e visitas guiadas, entre outras experiências pensadas para aproximar os visitantes das pessoas e das vivências que marcaram este território.
A iniciativa promete, assim, levar o público numa viagem pelas diferentes épocas do Castro de Romariz e ajudar a compreender a sua importância no contexto da cultura castreja do Noroeste Peninsular.








