Teatro, música e oficinas levam o Castro de Romariz de volta às origens

A iniciativa, marcada para 19 e 20 de setembro, recupera memórias dos primeiros povos que habitaram o Monte Crasto e cruza património, criação artística e experiências para toda a família.
O Castro de Romariz, em Santa Maria da Feira, vai transformar-se num palco de viagem ao passado no fim de semana de 19 e 20 de setembro. O projeto cultural “Castro de Romariz: as Origens” convida a conhecer as memórias dos primeiros povos que ocuparam aquele território, há mais de 2500 anos.
Durante dois dias, o público poderá participar em visitas guiadas e encenadas, uma visita noturna, palestra, oficinas interativas, teatro e concertos, num programa pensado para diferentes idades e interesses.
Entre as propostas estão oficinas de metais, cozinha e olaria, realizadas durante a manhã e a tarde, permitindo aos visitantes experimentar técnicas e saberes associados a outros tempos.
O teatro histórico terá também um papel de destaque, com dez apresentações previstas ao longo das tardes de sábado e domingo. A música estará igualmente presente, com 12 momentos musicais distribuídos pelos dois dias.
As noites ficam reservadas para dois concertos temáticos. No sábado, o palco recebe Trobar a Morte, banda ligada ao folk pagão. No domingo, é a vez de Urze de Lume, coletivo que explora a espiritualidade e as tradições ancestrais.
A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, em parceria com a Junta de Freguesia de Romariz, e acontece simbolicamente nas vésperas do equinócio de outono.
O objetivo passa por aproximar o público do património arqueológico, cruzando a história com a criação artística e proporcionando uma experiência que junta conhecimento, cultura, lazer e participação.
O Castro de Romariz é uma das estações arqueológicas mais relevantes de Entre Douro e Vouga e uma referência da cultura castreja do Noroeste Peninsular. O povoado está associado aos Túrdulos Velhos, ou Turduli Veteri, povos provenientes do sul da Península Ibérica que se terão fixado no Monte Crasto há mais de 2500 anos.
O projeto pretende, assim, recuperar e dar a conhecer as vivências, técnicas, tradições e sonoridades associadas às comunidades que ocuparam este território, convidando também a refletir sobre a importância da preservação da memória coletiva.
Todas as atividades têm acesso gratuito, com exceção da visita noturna, que está sujeita a inscrição prévia.
O programa completo pode ser consultado no site da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.








