Rio Meão vive semana de cultura, memória e tradição com centenas de participantes

Do lançamento de um livro que eterniza histórias da freguesia a um concerto sensorial na Igreja Medieval, passando pelo associativismo e pela valorização do património, Rio Meão voltou a afirmar-se como uma comunidade dinâmica através da programação do projeto M.A.L.T.A.
A freguesia de Rio Meão voltou a viver dias de intensa atividade cultural e comunitária, com uma programação que juntou memória, património, arte, sustentabilidade e associativismo, envolvendo centenas de pessoas em diferentes iniciativas promovidas no âmbito do projeto M.A.L.T.A. – Memória, Ação, Legado, Território e Arte.
Um dos momentos mais marcantes aconteceu na noite de 16 de julho, com o lançamento do livro “Objetos com Histórias: Partilha, Rio Meão”, no Largo de Santo António. Integrada na operação “Os Abraços que a Feira Sabe Dar”, do plano TEAR, a obra reúne testemunhos de habitantes da freguesia que, a partir de objetos carregados de significado, partilharam episódios das suas vidas, contribuindo para preservar a memória coletiva de Rio Meão.

O projeto ganhou um simbolismo especial com a participação das crianças do 1.º ciclo das escolas da freguesia, responsáveis pelas ilustrações das histórias, promovendo uma ligação entre gerações. A apresentação contou ainda com momentos musicais protagonizados pelos grupos Mais de Nós, As Marias e Encant8, num ambiente marcado pela emoção e pelos reencontros.
Para o presidente da Junta de Freguesia, Filipe Dias, o livro representa “um legado para as futuras gerações“, ao eternizar histórias e reforçar a identidade da comunidade.
No dia seguinte, a Igreja Medieval de Rio Meão acolheu um dos momentos mais inovadores da programação de M.A.L.T.A.. O Quarteto D’Alma, ensemble de cordas com raízes feirenses, apresentou um concerto sensorial onde música, iluminação, aromas, elementos táteis e até o paladar se cruzaram para proporcionar uma experiência imersiva ao público.
Segundo Filipe Dias, esta diversidade de propostas é precisamente aquilo que distingue o projeto. “Num dia celebrámos a memória das pessoas que fizeram Rio Meão; no outro, proporcionámos uma experiência artística que despertou emoções através dos sentidos. É esta diversidade que torna o M.A.L.T.A. verdadeiramente especial“, destacou.
A programação incluiu ainda mais um episódio da rubrica digital “Lugares que nos Marcam”, que continua a divulgar episódios, locais e personalidades da história da freguesia, aproximando as gerações mais jovens do património local.
O dinamismo da semana estendeu-se também ao movimento associativo. O Clube Ornitológico de Rio Meão promoveu mais uma edição da iniciativa “Juiz por um Dia”, dedicada aos psitacídeos, reunindo criadores e visitantes de vários pontos da região Norte no Pavilhão das Coletividades.









