Firgun abriu o palco do ‘First Play’: “É sempre bom tocar em casa”

Firgun abriu o palco do ‘First Play’: “É sempre bom tocar em casa”

Ana Carvalhinho, Emídio Sousa, Lécio Dias e Tó Oliveira nos estúdios da Sintonia

Firgun estreou o palco Soutelo no arranque do First Play na passada terça-feira e Lécio Dias, artista natural de S. João de Ver, reconheceu, aos microfones da Sintonia, que “é sempre bom tocar em casa”. Nos estúdios da Sintonia, mergulhámos no projeto First Play e conhecemos melhor a banda Firgun, uma das quatro bandas de Santa Maria da Feira que teve a oportunidade de subir ao palco no âmbito deste micro festival inserido no projeto Primário.

“Foi muito bom, gostava de ter tocado um bocadinho mais, mas é sempre bom tocar em casa. Só agora, recentemente, é que comecei a chamar a atenção dos feirenses”, conta o artista Lécio Dias à Sintonia, apontando que, antes da pandemia, o seu circuito musical estava mais ligado a Coimbra, Porto e Aveiro. A pandemia suprimiu praticamente todos os concertos numa altura em que Firgun estava em crescimento. Na semana passada, a banda subiu ao palco no âmbito do First Play, um micro festival que tem como principal objetivo dar a conhecer bandas emergentes, mas também conferir-lhes ferramentas diversas para singrarem no mundo da música.

Tó Oliveira destacou, na entrevista, a qualidade musical que existe em território feirense e a pertinência do projeto. “Há projetos com capacidade para não serem apenas locais. Tem-se produzido muita coisa, e muita coisa boa”, descreve. Ana Carvalhinho salienta que, “para manter a criatividade no topo, é preciso alimentar a base”. Daí surge também o First Play, no âmbito do projeto Primário, com o objetivo de criar “espaços de encontro” e locais de aprendizagem in loco. O presidente da Câmara, Emídio Sousa, realça a importância no “investimento da cultura e da educação não formal”, apontando que o território, com estes projetos, se prepara para estar “na linha da frente” das profissões de futuro” que o autarca considera que passarão, obrigatoriamente, por setores como a cultura e o lazer.

Pode ouvir a entrevista, moderada por Filipe Dias. na íntegra aqui.