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De Paris a Arrifana: Músico de renome internacional atua no Ciclo de Órgão de Tubos de Santa Maria da Feira

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Baptiste-Florian Marle-Ouvrard, uma das figuras maiores da música sacra e do órgão a nível internacional, é o cabeça de cartaz da 8ª edição do Ciclo de Órgão de Tubos de Santa Maria da Feira, que arranca já esta sexta-feira, dia 6 de novembro.

Habituado a atuar nos palcos e templos mais emblemáticos do panorama musical europeu, o prestigiado organista francês ruma ao concelho para um fim-de-semana duplo que promete marcar a agenda cultural da região, combinando a excelência interpretativa com a vertente pedagógica.

A passagem de Marle-Ouvrard por Santa Maria da Feira divide-se em dois momentos imperdíveis. No sábado, dia 7 de novembro, pelas 10h, o maestro orienta uma masterclasse de órgão de tubos dedicada à improvisação, oferecendo uma oportunidade rara de aprendizagem e partilha técnica para músicos e entusiastas.

No domingo, dia 8 de novembro, pelas 16h, o músico atua na Igreja Paroquial de Arrifana, num concerto a solo muito aguardado.

Sob o mote Órgão, Literatura e Improvisação, o recital propõe uma verdadeira viagem temporal pela música erudita, cruzando obras mestras de nomes históricos como Sweelinck, Bach, Mozart, Mendelssohn e Jehan Alain. O ponto alto da tarde promete ser o encerramento com uma improvisação ao vivo pelo próprio organista — uma das valências artísticas mais aclamadas da sua carreira.

O Ciclo que põe o património a soar

A vinda de Baptiste-Florian Marle-Ouvrard é a grande estrela desta edição, mas o festival vai muito além. O arranque oficial dá-se já esta sexta-feira, 6 de novembro, pelas 21h00, na Igreja da Misericórdia (Santa Maria da Feira), com o espetáculo Transcrições e Improvisações para Órgão e Percussão, interpretado por Rui Soares, Marcelo Pinho e Rui Milheiro.

Até ao próximo dia 29 de novembro, o Ciclo de Órgão de Tubos continua a descentralizar a cultura, levando concertos e cruzamentos instrumentais únicos a freguesias como São Paio de Oleiros, Gião, Lourosa e o próprio Paços de Brandão.

Mais do que um roteiro de espetáculos, o evento consolida-se como uma montra viva para valorizar e dar a conhecer o riquíssimo património organístico do concelho, colocando-o lado a lado com intérpretes de elite e aproximando a comunidade de uma sonoridade secular.

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