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Sexta-feira, Outubro 16, 2026
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Entre a tragédia e a comédia: “Ano Novo na Morgue” marca o regresso do teatro a Sanguedo

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Suspense, comédia e romance cruzam-se este sábado, às 21h30, na estreia de “Ano Novo na Morgue” na sede Juventude de Sanguedo. A nova produção do grupo de teatro JuvSetas tem entrada livre e promete levar ao palco uma história marcante do dramaturgo Jean-Pierre Martinez. 

Escrita pelo dramaturgo Jean-Pierre Martinez, “Ano Novo na Morgue” é uma trágicomédia com cerca de uma hora e meia de duração que promete surpreender o público. Em cena estarão três atores — Nuno Santos, que preside à associação, Débora Marques e um ator secundário —, num enredo muito atual que cruza o suspense, a tragédia, o romance e o humor. Como explica Nuno Santos, a linha artística do grupo passa por ir além do riso fácil. “Tentamos sempre trazer a palco uma peça que conte uma história, que tenha alguma profundidade e que o público saia de lá e diga: isto impactou-me“, afirma. O dirigente assegura que o espetáculo equilibra a densidade do tema com a leveza da comédia e garante: “A pessoa que vai ver o espetáculo sai de lá com memórias. Para mim, é o mais impactante”. Esta apresentação em “casa” serve de ponto de partida para uma digressão que se prevê que dure pelo menos um ano por palcos do concelho e do país.

A preparação do espetáculo decorreu ao longo de vários meses, exigindo rigor e dedicação por parte do elenco. O vice-presidente e encenador, Pedro Silva, destaca o valor do texto e o compromisso dos atores no palco. “Não temos cá pontos, nem telepontos, nem auriculares, não temos nada. O espetáculo é feito com a cabecinha deles, com aquilo que está lá dentro“, afirma. Pedro Silva sublinha ainda a importância da entrega em cena para o sucesso junto do público. “O importante é que eles lá em cima se sintam bem. Se eles não se sentirem bem, o público também não se vai sentir bem“, considera. 

Escola de música bate recordes, dança regressa à coletividade

A estreia da peça acontece numa fase de forte dinamismo na Juventude de Sanguedo. No ano em que celebra o seu 40º aniversário, a Escola de Música atinge um número recorde de cerca de 70 alunos e lançou recentemente uma classe livre de Instrumentos Tradicionais, como cavaquinho, pandeireta e triângulo. A par da música, a associação prepara o lançamento de uma Escola de Dança, com ballet, contemporâneo e dança livre.

O ecossistema cultural da coletividade completa-se com o Grupo Coral, que assinala o seu aniversário a 21 de novembro e prepara um repertório renovado para a época natalícia, e com a secção de percussão, que tem vindo a explorar novas abordagens musicais e colaborou recentemente na gravação de um tema com o cantor Paulo Oliveira, entre Sanguedo e a Suíça. No calendário de eventos mantêm-se vivas tradições como a Noite de Fados, agendada para 7 de novembro, e a emblemática corrida de carros de rolamentos, conhecida como ‘Capital da Fórmula Roll’, que caminha para a celebração de meio século de história.

Com um espaço físico de grande dimensão aberto diariamente, a direção reforça a importância do envolvimento de toda a comunidade para manter a estrutura sustentável e ativa. Nuno Santos sintetiza o espírito que se vive na associação afirmando que “a Juventude é uma casa aberta que está disponível para todos e a todos“, enquanto Pedro Silva reforça a mensagem de união que guia os projetos futuros da coletividade: “Juntos a gente consegue vencer. Só assim conseguimos levar o barco a bom porto“.

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