Sucesso absoluto: Festival “Miolo” veio para ficar e já tem datas para 2027

A primeira edição do Festival da Literatura e do Pensamento encheu a Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira. O evento regressa de 24 a 26 de setembro de 2027, mas a exposição do premiado artista Isidro Ferrer continua de portas abertas até novembro.
O público pediu e a organização respondeu: O Miolo veio para ficar. A primeira edição do Miolo – Festival da Literatura e do Pensamento despediu-se este domingo de Santa Maria da Feira com salas cheias, aplausos generalizados e uma certeza imediata — o evento passa a integrar de forma permanente o cartaz cultural do município.
Para quem já pergunta pelo regresso, a promessa está feita: a segunda edição vai acontecer entre 24 e 26 de setembro de 2027, prometendo novos temas, perspetivas arrojadas e grandes nomes do pensamento contemporâneo.
Um festival de consensos que conquistou o público
Durante três dias intensos, a Biblioteca Municipal transformou-se no epicentro do debate e da reflexão, cruzando a literatura e a filosofia com a ciência, a investigação, o design e as artes performativas.
Pelas mesas de debate passaram nomes consagrados da cultura nacional e internacional, como os escritores Gonçalo M. Tavares, Dulce Maria Cardoso e Clara Usón, o filósofo francês Gilles Lipovetsky, o físico Carlos Fiolhais, o jurista Adolfo Mesquita Nunes, a promotora cultural norueguesa Anne Beate Hovind, entre muitos outros criadores, jornalistas e pensadores.
A diversidade de públicos e a pertitência dos temas discutidos confirmaram que há sede de espaço e tempo para desacelerar, questionar e pensar o mundo atual fora dos grandes centros urbanos.

Exposição de Isidro Ferrer patente até 15 de novembro
Apesar do encerramento dos debates, a marca do festival continua bem viva em Santa Maria da Feira. A exposição “Vestígios de uma forma de pensar”, do conceituado designer e ilustrador espanhol Isidro Ferrer — responsável pela identidade gráfica do festival —, vai continuar de portas abertas na galeria da Biblioteca Municipal até ao dia 15 de novembro, com entrada gratuita.
A mostra reúne cerca de 240 obras originais, entre cartazes, objetos de inspiração e cadernos de esboços. Em grande destaque está o icónico “despertador de pedra” criado artesanalmente pelo artista para a imagem do Miolo — uma peça simbólica que, ao invés de dar as horas, convida a suspender o tempo e a parar para pensar.










