Homem detido por perseguição e ameaças fica proibido de entrar em Santa Maria da Feira

Após cerca de um mês de investigação, a GNR de Santa Maria da Feira deteve um homem suspeito de ameaçar e perseguir uma mulher e o filho adolescente, tendo sido apreendidas diversas armas brancas durante a operação policial.
Um homem de 28 anos foi detido pela GNR no âmbito de uma investigação por ameaça agravada, perseguição e injúrias contra uma mulher de 44 anos e o filho menor, de 16 anos. A ação foi conduzida pela GNR de Santa Maria da Feira e culminou com a realização de buscas na cidade de Lamego, no passado dia 25 de maio.
Segundo a GNR, a investigação decorria há cerca de um mês, tendo os militares desenvolvido várias diligências policiais que permitiram reunir indícios relacionados com os crimes denunciados pelas vítimas. No decurso da operação, foram efetuadas uma busca domiciliária e uma busca não domiciliária, com o objetivo de recolher provas relevantes para o processo.
Durante as buscas, as autoridades apreenderam uma catana com 46 centímetros de comprimento, um punhal com lâmina em aço de 24 centímetros, seis punhais com lâminas de 12 centímetros e ainda dez punhais de menores dimensões. Além dos crimes de ameaça agravada, perseguição e injúrias, o suspeito passou também a ser investigado por posse ilegal de arma branca, tendo sido constituído arguido.
O detido foi presente ao Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira no dia 26 de maio, tendo-lhe sido aplicadas várias medidas de coação, entre as quais Termo de Identidade e Residência, proibição de aproximação às vítimas num raio de 500 metros, interdição de entrada no concelho de Santa Maria da Feira e ainda vigilância eletrónica através de pulseira eletrónica.
A operação contou com o apoio do Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Santa Maria da Feira e da PSP de Lamego.
Em comunicado, a GNR relembra que a posse ou utilização de armas brancas fora das condições previstas na lei constitui crime de detenção de arma proibida. A força de segurança reforça ainda o apelo à denúncia de situações de ameaça e perseguição, alertando que o silêncio pode perpetuar a violência e que a denúncia atempada é fundamental para garantir a proteção das vítimas, especialmente quando estão envolvidos menores.










