Câmara da Feira investe mais de três milhões de euros no reforço e operacionalidade dos bombeiros até 2029

Apoio financeiro anual a cada uma das três associações humanitárias do concelho mais do que duplica, garantindo maior prontidão no socorro, renovação de frotas e reforço do apoio aos operacionais.
A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira formalizou um investimento histórico de mais de três milhões de euros destinado às três corporações de bombeiros voluntários do concelho — Arrifana, Feira e Lourosa. Os novos protocolos de colaboração, válidos até 2029, representam um aumento significativo de cerca de 137% no financiamento regular, mais do que duplicando a verba anual atribuída a cada associação (de 66.600 euros para 157.500 euros).
A medida, assinada esta quarta-feira, visa dotar as forças de proteção e socorro de maior estabilidade financeira, garantindo simultaneamente o reforço da capacidade operacional no terreno.
Piquetes de Intervenção diários e reforço da frota
Entre as principais novidades do novo pacote financeiro destaca-se a afetação de uma verba específica de 40.000 euros anuais por corporação para a criação de um Piquete de Intervenção. Esta medida garante o financiamento municipal para uma equipa permanente e diária de prontidão, composta por no mínimo quatro elementos em cada corpo de bombeiros.
Além do Piquete de Intervenção, cada protocolo anual por associação inclui 50 mil euros para a atividade geral; 50 mil euros para aquisição, renovação e manutenção de viaturas e equipamentos; e 17,5 mil euros para apoio administrativo.
No que respeita à frota e equipamentos, o Município disponibiliza um teto máximo de 200 mil euros por corporação ao longo do quadriénio 2026-2029 (com comparticipação autárquica de 80%), permitindo uma utilização flexível — faseada ou concentrada — consoante as necessidades operacionais de cada associação.
Compromisso de longo prazo com a segurança local
Sumando os novos protocolos (1,89 milhões de euros em quatro anos) ao financiamento municipal das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) — cerca de 96.500 euros anuais por corporação —, o apoio direto da autarquia ascende a 254.000 euros por ano para cada associação, ultrapassando o patamar global dos 3 milhões de euros até 2029.
“Os bombeiros são uma estrutura essencial de proteção e socorro no nosso concelho e esse papel tem de ser acompanhado por condições para responderem cada vez melhor. Este reforço não é pontual. É um compromisso para quatro anos, que dá às associações maior estabilidade para planearem, investirem nos seus meios e organizarem a sua resposta”, destaca o presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria.
O autarca sublinha ainda a intenção de “garantir às corporações os meios e as condições para responder sempre que necessário”, justificando a criação do financiamento específico para a prontidão diária.
Apoios complementares e valorização dos voluntários
O pacote de apoio municipal não se fica pelo financiamento direto da atividade operacional. A Câmara de Santa Maria da Feira mantém outras linhas de apoio contratualizadas, como a assunção de seguros e a comparticipação de 50% em obras nas instalações das associações (com um teto máximo de 500 mil euros).
Paralelamente, a autarquia continua a assegurar um conjunto de benefícios sociais diretos aos bombeiros voluntários ao abrigo do regulamento municipal, numa estratégia de reconhecimento e incentivo ao voluntariado e ao serviço público prestado à comunidade feirense.












