Menos tempo de internamento e maior precisão: Hospital S. Sebastião investe em robô cirúrgico

O Hospital de São Sebastião vai passar a realizar intervenções cirúrgicas com precisão milimétrica, menos dor pós-operatória e internamentos significativamente mais curtos. A mudança resulta de um investimento de mais de três milhões de euros da Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga (ULSEDV) na aquisição de um sistema de cirurgia robótica de última geração e na criação de uma nova sala operatória no Piso 3.
A Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga (ULSEDV) aprovou um investimento ambicioso de mais de três milhões de euros (3.029.490,00 €) para equipar o seu bloco operatório com um dos mais avançados sistemas de cirurgia robótica do mercado mundial. A adjudicação, resultado de um concurso público lançado no início do verão e publicado agora na plataforma base.gov, ficou a cargo da multinacional Medtronic Portugal e promete transformar a prestação de cuidados de saúde em toda a região.
A intervenção, formalizada pelo Presidente do Conselho de Administração da ULSEDV, Carlos Alberto, e pelo responsável da Medtronic Portugal, Luís Carlos Pereira, vai muito além do fornecimento do equipamento. Trata-se de uma verdadeira renovação de engenharia e arquitetura no Piso 3 da unidade hospitalar, onde nascerá uma nova sala cirúrgica concebida do zero para acolher a nova tecnologia.
Dos mais de três milhões de euros afetos ao projeto (que incluem cerca de 566 mil euros relativos ao IVA), perto de 1,9 milhões destinam-se exclusivamente ao robô e à sua montagem especializada. O restante montante assegura a empreitada de obras públicas, com reestruturações profundas no sistema de climatização e filtragem de ar (AVAC), redes de gases medicinais e isolamento acústico, para além da elaboração de todos os projetos técnicos de arquitetura e segurança conduzidos por uma equipa multidisciplinar de especialistas.
Na prática, a chegada da cirurgia robótica traduz-se em benefícios diretos para a população local. A tecnologia permite realizar intervenções cirúrgicas de alta complexidade com uma precisão milimétrica e incisões substancialmente menores, reduzindo a perda de sangue, a dor pós-operatória e o risco de complicações hospitalares. Para os doentes, isto significa um tempo de internamento reduzido e um regresso muito mais rápido e suave à rotina diária.
As equipas de arquitetura e engenharia preparam-se para iniciar de imediato as obras no bloco operatório. A par das transformações físicas, o processo incluirá um programa de formação técnica e clínica para cirurgiões e enfermeiros, preparando o hospital para entrar numa nova era de excelência cirúrgica no Serviço Nacional de Saúde.








