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Terça-feira, Junho 23, 2026
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Mais carros, mais obstáculos e um túnel às escuras: Descida Mais Louca da Malápia regressa este sábado a S. João de Ver

Descida Mais Louca da Malápia arranca este sábado, 27 de junho, às 14h30, em S. João de Ver. Foto: Malapeiros Rolantes/Edição 2025
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A contagem decrescente já começou. No próximo sábado, 27 de junho, às 14h30, S. João de Ver volta a transformar-se no reino da criatividade, da velocidade e da irreverência com a realização da 7ª Descida Mais Louca da Malápia, um dos momentos mais aguardados das Festas Sanjoaninas.

Organizado pela Associação Malapeiros Rolantes, o evento regressa com números recorde, novas atrações e uma preocupação reforçada com a segurança, numa edição que promete voltar a reunir milhares de pessoas ao longo dos 1800 metros de pista.

Para nós, a festa só é festa se ninguém se magoar“, sublinha Vítor Duarte, presidente da associação promotora, explicando que a organização reforçou este ano os meios de segurança, tanto para os pilotos como para o público. Ao longo de todo o percurso haverá agentes de autoridade e equipas de apoio, procurando garantir que a diversão decorra sem incidentes.

Foto: Malapeiros Rolantes/Edição 2025

Um novo desafio: atravessar um túnel às escuras

Depois das aprendizagens retiradas das edições anteriores e da auscultação feita junto de pilotos, público e entidades envolvidas, a organização introduziu várias novidades. Entre elas, destaca-se um novo obstáculo: um túnel com nove metros de comprimento totalmente escuro.

Os pilotos serão desafiados a entrar nesse túnel e, quando saírem, vamos recriar a tradição do ‘atirar da maçã do malápio‘”, revela Vítor Duarte em declarações à Rádio Sintonia. A recriação histórica acontecerá junto da Kidzone, onde as crianças terão à disposição esponjas húmidas para lançar aos participantes, numa referência simbólica à tradição associada à inauguração da Linha do Vouga, em 1908, quando os habitantes de S. João de Ver ofereciam – e mais tarde atiravam em tom de brincadeira – pequenas maçãs conhecidas como “malápios” ao comboio real.

No total, os participantes terão de superar 15 obstáculos ao longo do percurso.

Foto: Malapeiros Rolantes/Edição 2025

Recorde de participantes e expansão pelo país

A Descida Mais Louca da Malápia continua a crescer. Depois dos 39 carros da edição passada, este ano estarão em competição 43 viaturas artesanais, o maior número de sempre.

O crescimento faz-se notar também na diversidade geográfica. Além das equipas do concelho de Santa Maria da Feira, haverá participantes oriundos do Carregal do Sal, Barcelos, Vila Nova de Gaia e Ovar. “É um enorme orgulho, mas também uma enorme responsabilidade. Nota-se claramente que a Descida Mais Louca da Malápia é já um evento marcante e que chega a vários pontos do país“, destaca o responsável.

Apesar da dimensão alcançada, Vítor Duarte acredita que a verdadeira força do evento continua a estar nas pessoas que o constroem. “Quem faz este movimento são os pilotos“, afirma. Muitos deles participam desde a primeira edição e continuam, ano após ano, a reinventar os seus carros. Outros chegaram mais recentemente e acabaram por se render ao espírito da prova.

Foto: Malapeiros Rolantes/Edição 2025

Muito mais do que uma corrida

Mais do que uma competição, a Descida Mais Louca da Malápia tornou-se um espaço de encontro entre famílias, grupos de amigos, empresas e associações. “Este evento mexe com a criatividade e a emoção das pessoas. Aposta na socialização, no trabalho manual e no espírito de equipa“, refere Vítor Duarte.

O presidente dos Malapeiros Rolantes recorda, inclusive, o testemunho de um pai que lhe confessou que o filho “nunca teria pegado numa chave de fendas” se não existisse a Descida Mais Louca da Malápia. Para muitas empresas, a construção dos carros transformou-se também numa atividade de team building, mobilizando colaboradores na preparação das viaturas, dos fatos e das apresentações. “É um abraço coletivo“, resume. “Organização, pilotos, equipas, público e entidades oficiais unem-se para celebrar a identidade malapeira, o aniversário de elevação a vila e as Festas Sanjoaninas“, diz, ainda.

Foto: Malapeiros Rolantes/Edição 2025

Ambiente e inclusão em destaque

A edição deste ano aposta igualmente em duas áreas que a organização considera prioritárias: a sustentabilidade e a inclusão. Serão distribuídos vários pontos de recolha de resíduos ao longo da pista, com o objetivo de garantir que o espaço fique limpo no final do evento.

Já as pessoas com mobilidade reduzida terão uma área reservada na Casa Manuel Oliveira, equipada com uma tenda para assistir à prova em melhores condições. Instituições como a Casa Ozanam e O Abrigo foram convidadas a participar. Vítor Duarte sublinha que a organização quer que o evento inclua todos, incluindo os seniores da vila que têm transmitido a várias gerações “a mística e o carisma de ser malapeiro. Tínhamos de ter um lugar especial para elas“, acrescenta.

Foto: Malapeiros Rolantes/Edição 2025

Expectativa de nova enchente

Depois das cerca de 10 mil pessoas registadas nas últimas edições, a organização acredita numa nova enchente para este sábado, beneficiando também de temperaturas mais amenas do que as do ano passado. Para quem pretende assistir, o conselho é simples: chegar cedo e aproveitar as tasquinhas das Festas Sanjoaninas para almoçar.

A prova terá ainda dois pontos de transmissão em direto, instalados junto às tasquinhas e nas imediações do Pavilhão de S. João de Ver, permitindo acompanhar alguns dos momentos mais emocionantes da corrida.

E enquanto a sétima edição ainda nem começou, os Malapeiros Rolantes já pensam no futuro. “Nestes dias estamos numa corrida frenética contra o tempo, mas a verdade é que já estamos a projetar a oitava edição“, revela Vítor Duarte. O objetivo passa por aumentar o número de obstáculos para 18 e continuar a aperfeiçoar um evento que, ano após ano, se continua a afirmar.

Foto: Malapeiros Rolantes/Edição 2025

 

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